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segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Minha camiseta ficou manchada com teu sangue

Ela me levou
ao apartamento dela
e tomamos cerveja
fumamos
e trepamos a noite toda
ouvimos música clássica
e dormimos grudados.

O domingo amanheceu
e o lugar havia sido dedetizado
juntamos cadáveres de baratas
latas de cerveja
e bitucas
e jogamos tudo
no contâiner
do outro lado da rua.

Comemos pizza
e até que enfim
achei minha cueca
em meio às roupas
espalhadas pelo chão.

Depois cada um foi para o seu lado
nossas vidas
impossíveis
de ser uma só.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Injeção de ânimo

Perdendo sangue
por caminhos
errados

Placas apontam
para o nada

A vida despe-se
mas não me excita

A morte
com uma seringa na boca
mostra-me suas coxas

Ali trafego
e me entrego.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Pontaria

Um soco
que retira todo o ar
dos pulmões

O tesão
o pau como uma arma
carregada de balas

A alma
em puro fogo
tomada de álcool

A poesia
é como um jogo
de tiro ao alvo.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Confabulações

e os mosquitos
-malditos!-,
só conhecendo a letra ''Z'',
se acham dignos
de uma conversa
ao pé do ouvido.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

O tropeço, ou o arremedo da queda

Mais uma
Mais uma
A tontura
Toma
Conta
Noturna
Como
Tantas.

A cada gole
Uma perda
Na memória.

O que se engole
É o desejo da amnésia
Num lampejo
De vanglória.

Mais outra
Mais outra
A que altura
Se alcança?
A travessura
E a dança
Atravessando
Goela abaixo
Ruela abaixo.

O tropeço
É o prelúdio
Da queda.

O arremedo,
O arremesso
Irremediável
Do ser.

domingo, 11 de novembro de 2012

Ontem fez muito calor, fiquei puto da cara e o dia se resumiu nisso

A história se repete
todo dia
as caras se repetem
seus atos se repetem
suas novidades se repetem

Café com pastel é melhor
rabiscar no papel
o que quer que seja
é infinitamente melhor
do que encarar rostos vazios

O cara da mesa ao lado
me pergunta que tanto escrevo
- Qualquer merda- digo
nas outras mesas
há grupos de amigos
e todos riem e se divertem
eles não entenderiam

- Qualquer merda, cara,
qualquer merda.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Esforço

As pessoas se preocupam
com o fato de eu viver sozinho
mas acontece que sou
um desajustado
depois de um tempo
alguns param de falar comigo
e acham coisas
e outras pessoas
mais importantes

a culpa é toda minha
mas já me acostumei

finjo e digo
que está tudo bem
mas aqui dentro
minhas entranhas
me incomodam bastante
às vezes é insuportável

bobagem
estou bem.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Quando as luzes se apagam

estamos envelhecendo
e continuamos os mesmos

neste exato momento
procuro um bom motivo
pra seguir adiante
não encontro nenhum
e o calor é sufocante
e as pessoas também

estamos envelhecendo
e chego à conclusão
que é melhor ficar em casa
sozinho
evite me convidar
pra qualquer coisa
pelo menos
não corro o risco de me perder
de me aborrecer
de me frustrar

o amor
só serviu
pra me foder mais ainda

jogo fora
tudo o que não presta
e o que resta
é um grito no escuro.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Café Imperial

trabalhadores limpam os vidros do prédio
seus movimentos são estudados
ágeis
rápidos
mecânicos

crianças se dirigem ao colégio
com mochilas enormes
correm
mas não por pressa

o velho observa o movimento
sentado ao sol
no banco da praça
seus olhos parecem prever
o ritmo das coisas
numa varredura minuciosa
e então ele me enxerga
ele sabe
vejo o relógio na parede
coloco mais um ponto final

e bebo meu café
agora morno.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Detesto comerciais de margarina

Catando bitucas no cinzeiro
na lixeira
tempos difíceis
a música diz
pra disfarçar e chorar
tem um desgraçado na tv
pedindo voto
desligo
e num piscar de olhos
já é de madrugada
e nada de mais aconteceu
não sei o que espero
e vou dormir, aborrecido,
porque sei que amanhã
será a mesma merda.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Caos II

Este escritor
agora não tem mais nada a dizer
foi obliterado pelo próprio fracasso
e não restaram nem cinzas
é um infeliz, desajustado, fodido,
não o visitam
não ligam

bicho do mato
cravando as unhas na terra
na floresta
marcando território em árvores
com o sangue da testa.

domingo, 23 de setembro de 2012

A vida é maravilhosa

Queimei o braço na chaleira
e o pão acabou
o caminhão do lixo já passou
minhas contas todas venceram
as únicas roupas limpas
ainda não secaram
ainda estou enjoado
do trago
de ontem
perdi o ônibus
cheguei atrasado
e esqueci o crachá
tomei advertência no trabalho
engoli sapos.

Não quero nem imaginar
o que ainda me espera
porque recém é de manhã.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Goodfree Ray

Essa tua mania
de me pedir cigarro
justo quando não tenho nenhum

de me dar tchau
antes que eu diga "oi"

de sempre me atropelar
antes mesmo de passar

de me deixar de pau duro
antes de me tocar .

Querida Goodfree Ray,
vai tomar no cu
antes de ler esta merda.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Cafeína

Uma gota de veneno
no meu café
pode vir a calhar

nesse lugarzinho úmido e chato
sem graça
onde cheguei atrasado
na vida dessas mulheres todas
que só me questionam
e não me trazem respostas

Um pouco de café
nesse meu sangue envenenado
talvez pode vir a calhar.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Tarado anti-modernista

Cachaça com bíter me deixa tarado
não entendo poemas modernistas
nunca fui nem quis ser avant-garde
numa estética primitiva e minimalista

Cachaça com bíter me deixa tarado
note o volume em minhas calças
não sei tocar nenhum vaudeville
nunca gostei da nouvelle vague

Cachaça com bíter me deixa tarado
fico afiado
sou velho
mas ainda sirvo pra montaria
só ando armado
e tenho boa pontaria.

domingo, 16 de setembro de 2012

sábado, 1 de setembro de 2012

Arbitrariedade

amor da minha vida,
te dou um conselho:
aqui no meu bolso
só tem cartão vermelho.

Boca fechada

Minhas palavras
o perigo

minha retórica
cólica
cacofônica
corrosiva

que não digo.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Flebotomia

e depois de enrabá-la
de comê-la
bem comida
ela me acordou
no meio da noite
serpenteando em cima de mim
por debaixo do lençol
(tudo muito de repente)

tinha sangue nos olhos
e uma faca entre os dentes.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Apenas outro não-poema

peidando no escuro
tentando dormir
bêbado

veja bem,
não quero soar como Bukowski
ou outros
muita gente faz isso
o que escrevo é sincero,
é a minha vida

não estou forçando nada
meus olhos talvez se fechem
e pode ser
que eu até acorde amanhã

viu?

nada de mais.

domingo, 26 de agosto de 2012

Depois de um Bolero

a cama geme
estala
com tantos movimentos

gozo

e, se acaso eu não pegar no sono,
vou até o banheiro
e limpo a porra
da minha mão.

sábado, 25 de agosto de 2012

Dancei tango com a vassoura, só pra animar um pouco

O telefone não toca
e olha que nem espero mais
que seja alguém conhecido

E nessas noites insuportáveis
regadas a conhaque
entre conversas com meus fantasmas

Espero os enganos.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Butinaço n° 37

Ela me deixou
no dia do meu aniversário
disse que não aguentava mais meus porres
que estava perdendo tempo
quando havia tanto cara bacana por aí

Pegou suas coisas e foi embora

Saí correndo atrás dela
não pra pedir desculpas
ou coisa parecida
joguei-lhe a primeira garrafa que vi

Errei
pegou no vidro do carro do vizinho da frente
e a barulheira do alarme acordou todo mundo
e eu não sabia onde me esconder
em plena madrugada

Aquela puta me custou mais do que deveria

Sinta a piada.

sábado, 18 de agosto de 2012

Ejaculação

Teu queixo partido
com tiro de 38
me fez sentir com 18
explosão adolescente
de pau duro
afoito.

Meu fogo

Não me procure
não estou

sou verso perdido
na poeira da estrada
incomodando
entrando em teus olhos
lacrimejando

Não me procure
não estou

sou bêbado tropeçando
vomitando em teu pés
ferro em brasa na tua língua
poeta vadio da ralé.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Presságio

-Teu enterro está pago,
espere por mim na porteira
quando o sol estiver se pondo
um corvo cinza
cruzará o céu rumo ao leste

sentirás um estampido em teus ouvidos
e a terra começará a tremer

será nosso próximo encontro
não tema, sou teu guia-
disse-me o cão em sonho
seu olhar me era familiar
mas antes que eu pudesse reconhecê-lo,
ele sumiu,
engolido pelo próprio uivo.

domingo, 12 de agosto de 2012

Oh, meu amor

Te vi tomando no cu
num beco escuro da C.B.

Sangrava
gozava
gritava
gostava

Segui adiante

Não era uma boa forma
de despedida
mas ficou tudo por assim mesmo.

sábado, 11 de agosto de 2012

Caos

A fumaça aos poucos tomava conta de seu quarto
um copo vazio
um cinzeiro cheio
não era nenhum dia especial para ele
era seu aniversário
igual a tantos outros
igual a todos os dias

Desistira definitivamente
dos poucos conhecidos que tinha
as pessoas não o interessavam mais

Outro cigarro
tremia
agora algo diferente o envolvia
e era isso que ele tanto temia.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Eu só não mordo

Fiz uma cruz
na ponta de todas as balas
cerquei-me de armadilhas
e minas terrestres
entre outros explosivos

Coloquei veneno
na ponta de todas as flechas

Tenho bazuca
tanque de guerra
lança-granadas
lança-chamas
lança-mísseis
teleguiados

Agora sim

Agora sim
estou na defensiva.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Canção de ninar

Na roda do tempo
tem sangue e tormento
e tento correr
sem sair do lugar.

Na roda do tempo
eu tomo veneno
o diabo vem lento
a me procurar.

Na roda do tempo
tem plástico-bolha
e um pouco da folha
para eu fumar.

Na roda do tempo
não tenho escolha
a metralhadora
não vai sossegar.

Na roda do tempo
enfim eu me canso
salto do balanço
e danço no ar.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Afundando um pouco mais

nitroglicerina
para acalmar os ânimos
esplêndido
âmbito
no qual me encontro

tomando ácido
cânhamo
canha

nas entranhas
underground
um degrau
abaixo
da sarjeta.

Malditos rastros, nunca mais tomo benflogin com clonazepan e bíter

O cubo mágico está pronto
e meu quarto está diferente
parece um estômago

É. Estou num estômago
e as enzimas querem me pegar
me diluir
me derreter

Vejo que elas não têm boas intenções
e corro
corro
corro

Mas não adianta
e elas me dizem
que cheirar nescau dá um barato legal

Vou experimentar.

Orgasmo clitoriano

E tu uivava, minha querida,
enquanto eu metia
e massageava teu grelinho

E meu pau escorregou da tua xoxota
e entrou no teu cu

Foi sem querer, eu juro.

Um poema constituído por imagens, desprovido de qualquer pretensão artística ou estética, embora seja um poema

flecha na goela
pedrada na cabeça
pára-quedas furado
chute no saco
bomba-relógio faltando 3 segundos

eu te virando ao avesso
forte feito golpe de marreta
porra na buceta.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Então eu pus o capacete e só aguardei que tudo caísse em cima de mim

Não falo coisa com coisa
culpa do remédio
mas sem ele não durmo
e não durmindo
fico maluco de vez
desprovido da noção do tempo
continuando no dia de ontem

diabos!

Tem algo por trás disso tudo
tomando as rédeas
dando "play" e "pause"
inserindo tragédias
e até humor pastelão.

Pego uma folha
e acabo cortando o dedo
fazendo com que escorra
um pequeno filete de sangue
aí levanto
e tropeço em algumas garrafas
caindo feio no chão.

Era exatamente disso
que eu estava falando.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Porto Belo

E lá estava eu novamente
me arrastando até a privada para vomitar
depois voltando a beber no sofá
em meio a garrafas pet de vinho barato,
bitucas e várias folhas de poemas
e contos batidos à máquina.

Não era bem isso
que eu queria da vida
quase todo dia
repetindo a mesma cena ridícula
talvez isso passe
como esta linha que escrevo agora

ou esta, quem sabe.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Agonia

Procurei alívio
em amigos
mulheres
prostitutas

não resolveu

agora me concentro
no álcool
compimidos
e a escrita

e nada mais.

sábado, 7 de julho de 2012

Desperdício

Uma mulher gelada
-Não saquei teu papo, cara.
Era junho
e eu tremia feito louco
acendi um cigarro virado
arrependido
de não ter ficado em casa.
Não era ali que nossas vidas iriam
melhorar
nem daquela maneira.

Mais uma chance perdida
escorrendo feito urina perna abaixo
como tem sido há muito tempo.

-Ah, deixa pra lá...

terça-feira, 3 de julho de 2012

Comunicado extra-oficial

Me enchi de metedrina
peguei a mochila e saí
desviando de alguns morcegos
e demônios com dentes arreganhados

Explodi a prefeitura,
bombas caseiras, saca?

Empurrei uma velhas
em frente à ônibus que passavam
uma delas teve a cabeça esmagada pelas rodas

Esfaqueei uns pé-de-porco
entrei com um Opala e tudo no Carrefour
fiz uma limpa
os seguranças eram frouxos
deixei todos se estrebuchando

Fiz uma chacina
no prédio da Zero Hora
os filhos da puta recusaram um poema meu

Estuprei a garçonete do buteco
depois a afoguei na privada
já não me servia pra mais nada

Abri o manicômio e o presídio
deixei todos fugirem
são meus fiéis seguidores

É só o começo
fazia tempo que eu não andava por aqui
vocês ainda vão ouvir muito sobre mim

Estou de volta
meu nome é Jesus

Está aberta a temporada da degola.

sábado, 30 de junho de 2012

A rua

a rua é fedida
na rua tem lixo
a rua é fodida
na rua tem lixo

à noite tem loucas
e putas também
as vozes são roucas
e gritam pra ninguém

a rua e seus becos
a noite e seus ecos
a rua e o vinho seco
a noite e seus tecos

de dia tudo acaba
e a rua até se cala.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

O escritor e o escafandro

Sem ninguém me aporrinhando
é bem melhor
o normal
como deveria sempre ser
dar atenção é insuportável
e isso me esgota
melhor assim
incomunicável
indisponível
a paz, enfim

meus escritos
estão espalhados por aí

converse com eles.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

1º de abril

Ela foi lá em casa
tirou a roupa
mostrou-me seus seios
as coxas
a bunda
os lábios
sob vários ângulos.

Achei que fôssemos além
mas então ela se vestiu
questionei-lhe seus atos
ela me olhou e sorriu
-Querido, hoje é 1° de abril.

Depois partiu.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

A gota d'água

É tanto chove e não molha
e tanta vida seca
É tanta tripa de fora
e tanta trégua desfeita

É tanta pouca vitória
e tanta coisa malfeita
É tanta briga irrisória
e tanta escassa colheita

É tanta falsa história
e tanta mala suspeita
É tanta crença ilusória
e tanto "dispa-se e deita"

É tanto chove e não molha
e tanta vida seca
É tanta tripa de fora
e tanta trégua desfeita.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Descarga

Estou num desagrado
logrado
azarado
endiabrado
embriagado
lembrando que
 foram algumas ruínas
Reginas
Sabrinas
Cristinas
cretinas
e no outro dia
 eu me vejo na cama
com Anas
fulanas
ciclanas
sacanas
que só querem ver
 meu peito apunhalado
assolado
esfolado
gelado
no lado
esquerdo e me vêm
 com falsas promessas
conversas
inversas
dispersas
imersas
em pura ilusão
essa gente estúpida
sórdida
trépida
insípida
ríspida
então não aguento
e por fim dinamito
transmito
admito
eu grito
e vomito
e vomito
e vomito...

terça-feira, 12 de junho de 2012

Fim do mês


acabou o martíni
mas ainda temos
aquele vinho barato.

acabou o fetuccini
mas ainda temos
mortadela naquele prato.

acabou o filme
mas ainda temos
aquele álbum de retratos.

acabou o almoço
acabou a salada,
mas
ainda temos o caroço
ainda temos goiabada.

Como sobra tanto troço
Quando não temos quase nada!

O preço da sanidade

Psiquiatras tão cobrando muito caro
as prostitutas tão pisando no meu calo
e já é tanto tiro e queda pro meu lado
mas não me abalo, não.

E são as festas onde bebo e me acabo
os meus amigos que me levam no embalo
tão distorcendo cada coisa que eu falo
mas não me calo, irmão.

As prostitutas tão cobrando muito caro
psiquiatras tão pisando no meu calo
e já é muito calo pra pouco sapato
o que é que eu falo, então?

Com meus amigos é que eu bebo e me acabo
e são as festas que me levam no embalo
as prostitutas tão pisando no meu falo
e eu acabo na mão.

E já é tanto tiro e queda e tanto galo
e tão jogando cada bomba pro meu lado
psiquiatras tão cobrando muito caro
tá muito caro ser são.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Orgias e idiossincrasias

Estão todos bem arranjados
acho que é o meu vício manjado
que está sendo levado
em consideração.

Minha idiossincrasia
estou bêbado
e sem pontaria.

Nessa putaria,
gritos e relâmpagos.

Loucos.
Suja sinfonia.

Sincronia

Não adianta
meu pau
não levanta.

Bebi demais
mas posso te chupar
gosto de teus ais.

Não adianta
talvez amanhã.

Gosto de ti
assim molhada
assim tarada.

E, pela manhã,
prometo,
urraremos
como animais.

E juntos diremos:-CHEGA!
Em perfeita sincronia.

Puta

jurei não chupar teu cu
prometi rosas amarelas

cadela!

agora estou chupando
teu rabo
e as rosas
que se fodam

agora estou dentro de ti
mas amanhã
outro estará.

e mesmo assim
continuo
cochichando
em
teu
ouvido:
-te amo!

Fluidos Corporais

No quarto
tu fica de quatro
e me atraco
em ti.

É cedo
tu fica com medo
e me atrevo
ali.

Tu fica confusa
Mas o suor salgado
A saliva, a lambida
São maiores.

E temos problemas
Mas nossos corpos siameses
Atirados, arranhados
São maiores que tudo.

(e entre tantos e tantos ais
nós trocamos nossos fluidos corporais).

Pinça

Fiz bem-me-quer
E mal-me-quer
Com teus pentelhos.
(e agora que sobrou só um
eu me perdi na conta
e esqueci onde tinha parado)

Sono reparador

Tu finge que goza
Eu finjo que foi bom
Trocamos algumas palavras
Fingimos que acreditamos um no outro
Então dormimos
E isso fazemos bem.

Os fogos e os teus artifícios

Noite de ano-novo
anunciando mais um fim.

Que tal tu, pegando fogo,
em cima de mim?

terça-feira, 15 de maio de 2012

Enquanto tu dorme


Hotel barato
baratas no banheiro
Bato umas duas
ou três punhetas
Com o cheiro
da tua buceta
Deixado em minhas
coxas e pau e bolas.

Lusco-fusco

Levanto tua saia
puxo a calcinha pro lado
e meto fundo.

Não grite!
Silêncio!

Os vizinhos podem achar
que se trata de estupro.

Mas é só a falta de amor
que desta forma eu supro.

Um outro tipo de jato que também te leva ao céu


quase lá,
ainda não.
seguro.
tranco.
começamos
de novo.
tranco.
e depois
de um bom tempo nisso
despejo tudo, deixo fluir mesmo
como que guardado há séculos
ou acumulado por milênios,
o gozo.

Vão-se os corpos, ficam as calcinhas


-Vou ter que largar-
disse ela.
Pelo menos essa avisou, penso
E a levo até a estação
Volto pra casa
e durmo mais um pouco
Elas nunca voltam
Nunca ligam.

À noite me masturbo
numa calcinha que outra
E saio pra rua
procurando inutilmente
o amor
numa buceta
mal lavada
qualquer.

Preparações

Caminha
felinamente
de salto alto.

Lânguida
Lépida.

Seu vestido cai
Meu pau sobe.

Ela prepara o incêndio
e desfaz o coque.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Butinaço

Durante o abraço
aliso tua bunda
das roupas me desfaço

Durante o compasso
tateio o buraco
e eis que te traço

Entramos no espaço
e depois da fodança
depois do cansaço

Depois da lambança
tu me rouba um pedaço
me acerta uma lança
e me dá um butinaço.